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Dewi
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Man
Chuva.
14:30
Tudo, tudo alagado por aqui.
15:30
As coisas molhando e eu finalizando projeto.
16:30
Quase nem aí pra água
17:30
Quase não consigo entregar o projeto.
18:00
Já quase não ligo de virar sapo.
Por favor, quanto custa a pizza de mussarela?
Ando limpando a bunda com guardanapo
Cool não é?
mo.ral adj (lat morale)
1 Relativo à moralidade, aos bons costumes. 2 Que procede conforme a honestidade e à justiça, que tem bons costumes. 3 Favorável aos bons costumes. 4 Que se refere ao procedimento. 5 Que pertence ao domínio do espírito, da inteligência (por oposição a físico ou material). 6 Diz-se da teologia que se ocupa dos casos de consciência. 7 Diz-se da certeza que se baseia em grandes probabilidades, e não em provas absolutas. 8 Diz-se da atitude ou comportamento de quem está perturbado, confuso ou embaraçado por qualquer circunstância. 9 Diz-se de tudo que é decente, educativo e instrutivo. sf 1 Parte da Filosofia que trata dos atos humanos, dos bons costumes e dos deveres do homem em sociedade e perante os de sua classe. 2 Conjunto de preceitos ou regras para dirigir os atos humanos segundo a justiça e a eqüidade natural. 3 Tratado especial de moral. 4 Conclusão moral que se tira de uma fábula, de uma narração etc.
A tarde já estava caindo quando eu dei por mim da imoralidade triste dos pensamentos suicidas. Com os olhos marejados na beira de uma piscina sem graça naquela hora, eu imaginei um holocausto no meu revés sentimental. Me desprezei profundamente, e não entendia como nem de onde tudo aquilo saíra de dentro de mim. Um parto do demônio oculto, pensei quase resmungando em voz alta. Existem horas que tudo que vê, são imagens distorcidas do reflexo que parece ser você mesmo. Logo depois de alguns minutos, olhando o sol num tom vermelho-alaranjado entre nacos de nuvens abertas, minha mente ia distraindo-se entre cores e texturas quando eu já me impugnava de pensamentos que fluíam das origens da água daquele hotel que residia na cidade que, para mim, é sempre uma referência à você. Ao entrar no ônibus, após uma longa jornada de malas e bandeiras, um leve incômodo de impaciência me fez rezar baixinho uma oração que, ainda desconhecida, acreditava me levar a um lugar onde o breu não é nada mais do que uma cor sem graça. Passando pela estrada, logo ao lado, vejo um cemitério plano, pequeno, aparentemente abandonado. Pensei nos defuntos esquecidos entre cruzes pequenas, poças e capim-limão. Uma igreja envelhecida consolava o lugar, com a benção de alguma espécie de santa perdida a santificar as cruzes e moitas verdes. Eles estariam abençoados a ponto do esquecimento ser admissível. Tudo isso ali, ao lado do hotel cinco estrelas. Ao passar pela frente, observava sozinha as luzes que acabavam sobre as cruzes de pedra, enquanto a vista dos outros distraíam-se entre janelas com vista ao lugar nenhum e revistas multi-variadas, multi-coloridas e multi-animadas. Ali, eu vi o que poderia ser uma bagatela. O cemitério tinha passado, e a paisagem que seguiu pareceu não se importar com a estimação dos esquecimentos daquelas pessoas que há muito já haviam sido substituídas por qualquer outra fumaça guardada na memória de alguém que, talvez produzisse pães vendidos ao quilo, que vendesse vassouras de porta em porta, que trabalhasse alternando entre escritórios e fóruns barulhentos, ou que até mesmo, perambulavam pelas ruas esmolando qualquer trocado por colheres feitas a pau. Elas haviam sido, de uma forma ou outra, esquecidas por meios a migalhas e tufos de capim-limão. Por outro lado, eu ali sentada vendo a paisagem absorver e ignorar as cruzes apagadas, rezava por um fogão a lenha na minha cabeça, em busca de uma paz quase desconhecida. Um aconchego de lar. Mandava para o espaço meus conhecimentos hiperlinkescos, que nada mais serviam que tirar o pai da equipe da forca na hora do incêndio. Nem queria tanto aquilo tudo, para falar a verdade. Como eu invejava aqueles defuntos omissos com suas cruzes petrificadas. Queria o aconchego da lapidação mal feita e a benção da santa anônima. Com um pouco de sorte, conseguiria um tufo de capim-limão. E por um pouco de sorte, as pessoas do ônibus jamais imaginariam os passos dos meus pensamentos e a importância daquilo tudo. Por onde afinal caminha meu pseudo-sanatório-sanitário que me proíbe proceder à felicidade dos instantes? Por onde que se pinta tanta morbidez nas minhas paredes? Por que me perco na minha imensa vicissitude emocional? Por que para mim, autocontrole não é algo tão indulgente quanto um grito de cão vadio entre tufos de capim-limão? Esse acaso me foi concebido no nascimento. Carrego como uma medalha na parte de trás do corpo. Minha face já não escancara mais que buracos inexpressíveis. Sou inexperiente nesse trecho de felicidade. Isso me torna burra. Humilhantemente burra e louca. Uma idiota entre as classes intelectuais. E o que me sobra depois do imenso vazio ínvido compassivo advindo do cemitério à montante do riacho, é a velha pergunta: “de onde vem a água daquele maldito hotel”? Tenho me apaixonado perdidamente. Fazer o que? Sempre danço no final. Uma praia: um triângulo vermelho. Uma calda assimétrica. Uma enorme mancha de sangue. Zona de ataque pessoal. Triângulo Vermelho A estagnação como zona de ataque. Nada de fuga. Nada de resignação. A lembrança: navalha afiada. Triângulo eqüilateral. Ousei entrar. Sob a prancha, as mordidas e um pulo para o mar. Afundo o nado atormentado até a beira. O estanque eterno de hemorragias. Hoje no cume calmo, o mar ao longe. Triângulo do Sol Sentada na areia, à beira-mar, a prancha cravada. Linha reta, cor azul, ondas e um convite à queda. Apenas um convite Abandonável Voltando aos porquês das coisas: Voltem para suas casas sozinhos. Analisem bem a tal formalidade e mandem para o espaço a dor de cabeça. Não se apeguem ao copo d'água pela manhã, mas caminhem sozinhos no escuro de vez em quando. Ninguém vai te roubar. Fiquem tranquilos. Meninas, acostumem-se a passar num buteco sozinhas. Bebam o que quiserem, pois ninguém vai enchê-las, eu garanto. E olhem de vez em quando para o céu. É piegas, mas ele te dá mais respostas que os florais de bach... É isso aí. Keep walking. Amor, então, P. Leminski É depois da meia noite pra mim que o sol acaba.
Eu deveria tomar uma daquelas doses certas de ânimo, e acreditar na seleção brasileira
Na secretaria de cultura
No décimo terceiro salário
Na vida social
No amor incondicional
Na grana que vai entrar
Na grana que vai sair
Na fome que vai acabar
Mas não dá
Deixo essa peripécia para os de cara firme
Ando de fogo
Nos olhos.
No estômago.
Ando por aí encarando instantes
Olhando fundo nos olhos da loucura.
Dando chances suficientes para meus passos errados.
E lamento que ainda não se tenha dado as cartas ao amanhecer.
Parece que o que sempre sobra é a roleta russa de pensamentos suicidas.
Aí que enxergo a importância do vazio calculista.
Pastel na esquina
Filme em VHS
Projetos inacabados
CD riscado
Horas nicotinadas
Pílulas milagrosas
Miss tupiniquim
O gosto de poder correr com as sandálias rasgadas antes da virada da tarde, e o bom dia agora insípido para as janelas do quarto.
Mas o apartamento fechado é bem melhor. Eu corri até aqui e parei na esquina com olhos marejados
Com calor engasgado
Esperando a noite chegar
Mais uma vez. CHAPA QUENTE
O NOVO ESPETÁCULO DO GRUPO DE TEATRO “CEMITÉRIO DE AUTOMÓVEIS”
ADAPTAÇÃO DOS QUADRINHOS DE ANDRÉ KITAGAWA
ADAPTAÇÃO : MÁRIO BORTOLOTTO DIREÇÃO : MÁRIO BORTOLOTTO E ANDRÉ KITAGAWA O novo espetáculo do Grupo de Teatro “Cemitério de Automóveis” é uma adaptação de histórias em quadrinhos. Nada mais natural para um Grupo que sempre teve esse gênero de arte entre suas maiores influências. O Diretor Mário Bortolotto descobriu o desenhista André Kitagawa há dois anos atrás pela Internet. Entrou em contato com o desenhista e lhe falou do interesse em adaptá-lo para teatro. E de lá para cá, eles tem tentado colocar em prática a idéia. Só agora, dois anos depois é que com o incentivo da lei do fomento, eles podem finalmente ver materializada a idéia que tiveram.
CHAPA QUENTE
Texto:André Kitagawa
Adaptação: Mário Bortolotto
Direção: Mário Bortolotto e André Kitagawa
Sonoplastia: Mário Bortolotto e André Kitagawa
Iluminação: Mário Bortolotto
Desenhos projetados: André Kitagawa
Cenário: Gabriel Pinheiro
Elenco: Érika Puga, Francisco Eldo Mendes, Gabriel Pinheiro, Marcos Amaral, Marisa Lobo, Mário Bortolotto, Martha Nowill, Paulinho Faria, Paulo de Tharso, Walter Figueiredo.
Operação de som e luz: Marcelo Montenegro
Operação de imagens: Douglas Kim
Direção de Produção: Fernanda D´Umbra
Assistência de Produção e Administração: Mariana Leme
Produção: Grupo de Teatro Cemitério de Automóveis
Serviço: Até 02 de Julho/2006 Sextas e Sábados : 21h30 Domingos : 20h30 Viga Espaço Cênico Rua Capote Valente, 1323 Sumaré Telefone : 3801-1843 Metrô Sumaré Ingressos : R$ 20 Mataram a língua de vez.
Jizuis-maria-juzé Ela escova os cabelos com raiva, sem graça... Antes de dormir... Enquanto suas coisinhas tomam conta do espaço que não cobre 40 m2... Dentro da medida... Desse possível. Sabendo que tudo acaba sempre em pizza. De calabresa. E tudo bem assim... talvez assim. Nossa vida não vale é um beijo na testa. Talvez até menos. Um telefone desligado, e um eterno tapa nas costas - num fim de noite... Qualquer um - em troca de um serviço bem feito na casa do caralho. As migalhas em cima da privada aparecem como salvação do mundo, me escondendo atrás da realidade que será perdida pelo dia que amanhece. Equívoco enlouquecedor. Mais uma dose de conhaque para contrabalancear a história. A raiva como objetivo da solidão. Não dou trégua ao ataque desnecessário, e saio pela porta dos fundos... com a comanda paga. Virtua serve para você que:
não tem telefone fixo em casa para economizar;
não tem crédito no seu celular;
que imaginou que, contando os trocados para pagar os caras, teria a garantia de receber seus e-mails além de ganhar uns divertidos canais de lambuja...
Certo?
Errado otário! Se você pensou em algumas dessas desculpas para assinar a net a cabo virtua, pode ir desanimando.
Qualquer problema com seu cabo (eu disse cabo!), os caras não vão poder te ajudar a arrumar a cagada, a não ser que você tenha um telefone fixo ao seu lado (onde eu me perdi?). E não adianta pensar em comprar um cartãozinho vivo na banca e gastar seus R$20,00 que te restam de crédito na tentativa de resolver seu sinal. E nem pense em ser atendida. Eu tentei, mas a musiquinha de espera foi mais arrogante que meu limite de saldo. Esperei sentada e a ligação caiu. Desci, comprei mais um cartão de 20 unidades na ilusão de conseguir um “técnico”, e nas últimas 2 unidades eles me garantiram que o “técnico” cobrava uma taxa de R$35,00 para a “visita”... Tentei explicar que além de não precisar de “técnicos” de programa, a idéia não era servir café com biscoitos enquanto conversávamos a respeito do inverno que não chega, mesmo porque minha net não funcionava já há 3 dias (isso na quinta-feira dia 13) e o problema não era no meu computador... Subi desconsolada, sentei, botei um Milestones para relaxar e ri imaginando o escritório com sede na rua Aurora A maior ironia foram os R$70,00 que tinha botado neste exato 10 de abril (data em que a net parou de funcionar) na conta dos babacas que é mais pontual que engenheiro civil. Tudo em dia... No mais, já descabelada, sem unhas e descalça, resolvo cair nas graças da genial idéia de Dani Angelotti que me consolava do outro lado da linha, em recorrer ao telefone do visinho. O aparelhinho sem fio do cara me resolveu a parada e eu quase morri de inveja daquela coisinha preta. Me senti uma idiota, babaca, impotente e otária... Agendamos a “visita” para segunda à noite, e eu espero aqui, sentada de pernas para cima. O feriado resolveu me sacanear, e torceu meu pé na manhã de sábado quando voltava pra casa. Dormi sem notar aquela dorzinha insistente. Descobri na cachaça um ótimo sedativo... Abri os olhos e percebi um desconforto cada vez maior. Tento colocar meu pé no chão e não consigo. Aos pulos, peço para o zelador me ajudar nos degraus e me chamar um táxi. No hospital, ainda caio da cadeira de rodas em cima do pé zoado, tentando chamar a enfermeira. Mais uns 20 minutos de espera e ganho duas deliciosas doses de analgésico que me deixaria grogue durante o resto do dia. Mas o ortopedista era um cara bacana. Enquanto arrumava minha nova tala, combinava com seu irmão cardiologista uma “cerveja ou algo mais forte” num boteco qualquer. É. Ele foi o primeiro médico que conheci que além de falar a palavra boteco, não me proibiu de beber. Bobagem, saí dali com água na boca, o que não foi o suficiente para me fazer ousar tanto. Analgésico abaixa a pressão e eu fui embora do bar com o rabinho entre as pernas (ou entre as muletas).
Depois de dois dias trancafiada num apartamento, aparece o técnico da net. Ofereço café e água. Ele aceita a água e me diz meu sinal estava sendo roubado. Gato.
Acabou o feriado. Eu sento, respiro, olho pro meu pé zoado e decido encher um copo de requeijão de vinho. Chega. Enquanto o mundo desaba aqui em Rio Claro, nas proximidades da rua 10 (onde por aqui, escreve-se DEIS), a sonoplasta chupa uma manga na janela do hotel, inspirando densamente o dramaturgo sentado ao meu lado, que dita seus contos recém criados sobre a dança de acasalamento do Emú ao som de Singapura de Eduardo Dusek. É muita nicotina! E saio mordendo as cortinas na substituição do floral que cuida do meu transtorno de ansiedade. E passo a noite inteira assistindo aos vídeos incríveis de animais que vivem nas planícies semi-áridas da parte oriental da Austrália. É bom para dormir, mas as formigas me fazem perder o sono. Caminho lentamente pelas ruas organizadas numericamente, até descobrir que Rio Claro é uma cidade violenta (?). Uma beleza, se não fosse pelo erro ortográfico – o que me faz lembrar que aqui é a terra da UNESP. Parece que por lá é tudo igual. Cada turma com sua árvore plantada no ano de formando. Eu achei quase brega, mas deixo pra lá, converso com meia dúzia de acadêmicos da ecologia e resolvo tomar um sorvete na lanchonete da universidade, que é a atração principal da cidade. Aqui, além da UNESP, tem também o melhor queijo quente do estado de São Paulo. E uma tranqüilidade incomensurável.
- Enviado por: Marisa Lobo
às 11h15
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- Enviado por: Marisa Lobo
às 15h01
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Alguém aí viu meu cartão do SESC?
- Enviado por: Marisa Lobo
às 14h25
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- Enviado por: Marisa Lobo
às 21h18
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- Enviado por: Marisa Lobo
às 14h01
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isso ta travado!!!!
- Enviado por: Marisa Lobo
às 13h57
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também acaba?
Não, que eu saiba.
O que eu sei
é que se transforma
numa matéria-prima
que a vida se encarrega
de transformar em raiva.
Ou em rima.
- Enviado por: Marisa Lobo
às 16h19
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- Enviado por: Marisa Lobo
às 21h20
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- Enviado por: Marisa Lobo
às 11h10
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- Enviado por: Marisa Lobo
às 16h21
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- Enviado por: Marisa Lobo
às 03h16
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- Enviado por: Marisa Lobo
às 22h51
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- Enviado por: Marisa Lobo
às 13h43
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